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@Article{ArrautArrMarManNov:2017:BoMiRo,
               author = "Arraut, Eduardo Moraes and Arraut, Jos{\'e} Luis and Marmontel, 
                         Miriam and Mantovani, Jos{\'e} Eduardo and Novo, Evlyn 
                         M{\'a}rcia Le{\~a}o de Moraes",
          affiliation = "{Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)} and 
                         {Universidade de S{\~a}o Paulo (USP)} and {Instituto de 
                         Desenvolvimento Sustent{\'a}vel Mamirau{\'a}} and {Instituto 
                         Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)} and {Instituto Nacional de 
                         Pesquisas Espaciais (INPE)}",
                title = "Bottlenecks in the migration routes of Amazonian manatees and the 
                         threat of hydroelectric dams",
              journal = "Acta Amazonica",
                 year = "2017",
               volume = "47",
               number = "1",
                pages = "7--17",
                month = "jan./mar.",
             keywords = "Sirenia, behavioral plasticity, Mamiraua, Amazon development, 
                         Sirenia, Plasticidade comportamental, Mamirau{\'a}, 
                         Desenvolvimento Amaz{\^o}nico.",
             abstract = "Em uma regi{\~a}o particular da Amaz{\^o}nia ocidental, 
                         peixes-boi amaz{\^o}nicos (Trichechus inunguis) vivem em um 
                         ambiente que se torna in{\'o}spito para eles durante a 
                         {\'a}gua-baixa anual. Para fugir dele, realizam uma 
                         migra{\c{c}}{\~a}o perigosa para o ref{\'u}gio enquanto o 
                         n{\'{\i}}vel da {\'a}gua desce rapidamente. Nosso objetivo foi 
                         compreender melhor o papel da varia{\c{c}}{\~a}o da profundidade 
                         neste processo migrat{\'o}rio. Analisamos os {\'u}nicos dados de 
                         rastreamento de peixes-boi selvagens (n=10 machos), 30 anos de 
                         imagens Landsat, 14 anos de hidr{\'o}grafa e um modelo 
                         batim{\'e}trico 3-D. As rotas migrat{\'o}rias possu{\'{\i}}am 
                         trechos mais rasos, denominados gargalos migrat{\'o}rios, que 
                         secaram no final da maioria das vazantes, bloqueando o acesso ao 
                         ref{\'u}gio. Os peixes-boi come{\c{c}}aram a 
                         migra{\c{c}}{\~a}o em tempo justo para atravessar os gargalos 
                         mais distantes, sugerindo que a sintonizaram para maximizar o 
                         per{\'{\i}}odo se alimentando sem comprometer a 
                         seguran{\c{c}}a. Para tal, parecem ter estimado a profundidade 
                         nos gargalos. Adicionalmente, um gargalo foi criado em <15 anos, 
                         ilustrando o dinamismo do ambiente e o desafio que isto imp{\~o}e 
                         aos peixes-boi. Esses resultados provavelmente valem para boa 
                         parte da {\'a}rea de distribui{\c{c}}{\~a}o da esp{\'e}cie. 
                         Argumentamos que peixes-boi possuem um mapa cognitivo 
                         atualiz{\'a}vel do ambiente e s{\~a}o comportamentalmente 
                         pl{\'a}sticos. Os planos de constru{\c{c}}{\~a}o de barragens 
                         hidrel{\'e}tricas, se concretizados, criariam mais gargalos e 
                         regimes de inunda{\c{c}}{\~a}o menos previs{\'{\i}}veis, 
                         dificultando a migra{\c{c}}{\~a}o e consequentemente aumentando 
                         a mortalidade de peixes-boi. Tamb{\'e}m particionariam a 
                         esp{\'e}cie em popula{\c{c}}{\~o}es pequenas, vulner{\'a}veis 
                         {\`a} extin{\c{c}}{\~a}o no curto-prazo. O desfecho seria o 
                         segundo colapso da esp{\'e}cie. O crescimento econ{\^o}mico 
                         n{\~a}o deve vir {\`a}s custas da extin{\c{c}}{\~a}o do 
                         ic{\^o}nico peixe-boi. ABSTRACT: In a particular region within 
                         western Amazonia, Amazonian manatees (Trichechus inunguis) live in 
                         a floodplain environment that becomes inhospitable for them during 
                         the annual low-water season. To flee from it, they undergo a 
                         dangerous migration to a refuge while water levels are dropping 
                         fast. Our aim was to better understand the role of depth variation 
                         in this migratory process. We analyzed the sole tracking data on 
                         wild manatees (n=10 males), 30 years of Landsat images, a 14-year 
                         hydrograph and a 3-D bathymetric model. Migratory routes contained 
                         shallower segments, here called migratory bottlenecks, which dried 
                         out at the end of most lowering-water seasons, blocking the 
                         passage to the refuge. Manatees began migrating just in time to 
                         traverse the bottlenecks furthest away, suggesting they fine-tuned 
                         their departure so as to maximize time within the foraging home 
                         range without compromising safety. They apparently achieved this 
                         by estimating depth at the bottlenecks. Moreover, a bottleneck was 
                         created in >15 years, illustrating the environments dynamism and 
                         the challenge this imposes upon manatees. Our results are probably 
                         generalizable to most of the species range. We contend manatees 
                         possess an updatable cognitive map of their environment and are 
                         behaviorally plastic. Current dam-building plans, if implemented, 
                         would create more bottlenecks and make flooding less predictable, 
                         increasing manatee mortality from unsuccessful migrations. It 
                         would also partition the species into small populations, each 
                         prone to short-term extinction. The natural outcome would be the 
                         second species-level collapse. Economic growth should not come at 
                         the expense of the extinction of the iconic manatee.",
                  doi = "10.1590/1809-4392201600862",
                  url = "http://dx.doi.org/10.1590/1809-4392201600862",
                 issn = "0044-5967",
             language = "en",
        urlaccessdate = "26 nov. 2020"
}


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